O Amor que vira amizade ou vice versa  escrito em sexta 28 março 2008 17:09

“Creio que todo casal, em algum momento da relação, já se perguntou: "será que eu realmente amo esta pessoa ou estou com ela apenas porque já me acostumei?", ou seja, a dúvida parece reincidir sobre dois sentimentos que aparentemente exigem posturas diferentes: amor e amizade.

Porém, creio que alguns conceitos necessitem de certa reflexão. Se podemos nos apaixonar por um amigo, supomos que amizade e amor podem ter íntima correlação. Se podemos nos tornar amigos de quem amamos, a afirmação continua valendo. Isto é, podemos acrescentar amor à amizade e amizade ao amor.

Claro que buscamos o despertar de sentimentos peculiares quando decidimos nos entregar a uma relação amorosa. Paixão, excitação e palpitação não combinam com as relações que vivemos entre amigos. Espera-se que no 'grande encontro' haja mais do que a paz que pode ser encontrada num ombro companheiro. Espera-se que haja desejo.

Muito bem. Isso é verdade. Mas qual é o prazo de validade da paixão? Qual é a função desse fogo que parece nos consumir e nos movimentar no auge de sua envolvência? Será possível viver nesta ardência por toda a vida? A paixão é maravilhosa, deliciosa, imperdível e desejável, mas como fogueira vai se apagando em seu devido tempo. Fogo demais queima, machuca, dói, destrói. Fogo de menos faz falta, deixa frio, escuro, desconfortável. É preciso acertar o tom, aceitar o ritmo, embriagar-se de labaredas na medida certa... e depois, aprender a manter acesas somente as brasas.

Mas as crenças e os romances nos enganam; deixam no ar a ilusão de que podemos estar constante e ininterruptamente apaixonados, ardendo, como se o amor se resumisse a isso. E assim, nos perdemos em desejos impossíveis. Acreditamos que falta algo nas relações duradouras. Simplesmente porque não aprendemos a apreciar a sutileza do amor. Ficamos presos e condenados à aflição que nos causa a paixão.
E o fato é que ela acaba. Ela sempre acaba.

Não estou, de forma alguma, subestimando a importância da paixão. Ela é necessária e imperdível. Contém em si o impulso da provocação, a coragem para a entrega. Sem ela não há início, não há motivação para o nascimento do amor.

Desejo assim, que todos nós tenhamos a oportunidade de nos envolver nas chamas da paixão. Se preciso for, até arder, doer e aprender. Para depois, enfim, valorizar a calmaria do amor.

Afinal, a paixão queima e machuca enquanto que o amor aquece e acolhe... e que você descubra e usufrua do segredo contido na relação que torna-se mais parecida com amizade e menos com a angústia das paixões.

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Frase para reflexão  escrito em sexta 28 março 2008 17:02

"Todo dia é dia de evolução e aprendizado
e, como a lua cheia,
quando paramos de crescer,
começamos a diminuir."
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Podemos mudar o nosso destino?  escrito em terça 11 março 2008 16:50

Talvez cada pessoa tenha sua trajetória na vida já determinada, como uma bola, que arremessada, segue uma linha certa, segundo a direção, o impulso e o efeito que lhe tenha sido dado, e nada pode fazer para alterá-los!

Só a vaidade nos leva a crer que podemos alterar o nosso destino. Em todo o caso, o “destino” é algo que temos dentro de nós. E, por isso, a superfície da vida, os acontecimentos visíveis, adquirem um significado apenas transitório, quando não são verdadeiramente insignificantes.

O que hoje levamos a sério e podemos até considerar trágico, com o correr dos anos, transforma-se frequentemente numa coisa sem importância, e concluímos que não teve para a nossa vida o valor que lhe atribuíamos.

E essas mesmas pessoas são muitas vezes derrubadas, sofrem e afundam-se por coisas a que nunca se tinham ligado antes.

Isso me parece sempre enigmático e empolgante do que todas as indagações da mente humana, todos os feitos e incidentes do nosso dia-a-dia: que força faz as montanhas erguerem-se para os céus, os ventos repousarem silenciosos no fundo dos vales, as folhas amarelas das bétulas soltarem-se dos galhos e os bandos de pássaros voarem para ao azul?

Então o eterno enigma toca-nos o coração envergonhado, humilha-nos o espírito acostumado a discorrer presunçosamente sobre o inexplicável.

Mas, apesar disso, não sucumbimos, se não aceitamos, agradecidos e orgulhosos, a graça concedida de sermos hóspedes de tal universo.

 

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Tudo o que eu queria  escrito em terça 11 março 2008 16:38

É estranha a maneira como se pode deparar com alguém sem ter a mínima idéia de que essa pessoa, que antes não significava nada, um dia vai representar tudo. E foi assim que tudo começou. Ele desviou os olhos em minha direção. Desta vez, não parou mais de olhar. Quando ele deu um passo à frente até que pudéssemos nos tocar, inclinei a cabeça de encontro a seu peito. Tudo o que eu quisera por tanto tempo era estar com ele, ser abraçada por ele e abraçá-lo também. O que eu queria parecia simples e ainda assim havia me custado tanto. Mas, acontecera, por fim: um homem e uma mulher juntos, sob um céu repleto de luz.

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Afinal, foi para isso que lutamos tanto?  escrito em segunda 03 março 2008 15:59

Blog de paulalima : Dando Pitaco!, Afinal, foi para isso que lutamos tanto?

Elas fecham os olhos e abrem as pernas enquanto descem até o chão, contorcendo os quadris e cantando: “Me chama de cachorra que eu faço au-au/Me chama de gatinha que eu faço miau/Goza na cara goza na boca, goza onde quiser ”.

 

O rebolado de décadas, em busca da igualdade de direitos e liberdade  sexual, desembocou em outro rebolado, esse no sentido exato da palavra.

 

Hoje, o que se vê é a superexposição do corpo, seja no carnaval, nos bailes funk. E o vestuário? É minúsculo. Os decotes são baixos, as saias curtíssimas. Ao som da batida, O idealismo feminista da década de 60 simplesmente desaparece.

 

Tanta luta desemboca hoje em quê? No spring break (feriado da primavera nos Estados Unidos), qque em comparação com o Brasil seria o Carnaval e tudo que isto envolve, se é que você me entende. No Spring Break norte-americano, por exemplo, já são tradicionais os concursos de garota da camiseta molhada, para ficar só por aí. Explicando melhor,  as mulheres trocam os dias pelas noites e baladas com direito a um ritual: subir numa mesa, abaixar o short e masturbar-se diante da galera (e ainda dizem que são virgens).

 

Aqui no Brasil, o funk é o rei. E ainda inventaram um tal de Trance, que dizem ser pior que o funk. Ai meu Deus, onde isso vai parar?

 

Mas também, num mundo em que a adolescência deixou de ser fase de desenvolvimento para ser ideologia, e envelhecer deixou de ser uma contingência da vida para transformar-se em martírio!

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