Muito bem, andava caseira, não que era caseira, certo? Porque baladeira que se preze cai na tentação na primeira oportunidade.
Neste sábado cheio de preguiça depois da chuva que caiu logo cedo, fiu jantar com uns amigos, o que em princípio seria um programinha light. Jantar super gostoso, vinhozinho que adoro, bom papo, boa música e tal. Por volta da meia noite decidi que já estava na hora de ir embora.
No táxi, recados no celular para passar na casa de um outro amigo que mora perto da minha casa. Por que não? Parti para a segunda etapa da noite. Cheguei lá, onde havia uma festa de arromba. Nesse momento, todo o vinho já tinha sido devidamente evaporado e uma garrafa de whisky, que iniciou a noite cheia, agonizava seus últimos goles.
O papo foi empolgando, a música aumentando... e, aparentemente, um vizinho se irritando. Umas duas e meia da madrugada, bate na porta a polícia. Achei um certo exagero, realmente estávamos fazendo barulho, mas com certeza se alguém houvesse se manifestado ou pedido, baixaríamos o tom na mesma hora, foi distração mesmo. Enfim, os policiais foram educados e francamente, nem cheguei a ficar nervosa, quem gosta de uma boa farra e nunca vivenciou essa cena da polícia batendo na porta? Estou ficando experiente, ou em outras palavras, muito cara-de-pau.
A cena não deixou de ser um pouco engraçada. Toca a campainha, minha amiga “lararilarará” atende o interfone e ninguém responde. Ela vira para mim e diz algo como, é esse pessoal tocando embaixo para deixar propaganda no correio. E eu, mas às duas da manhã? Na dúvida, resolvi olhar pelo olho mágico na porta. Eram dois homens do tamanho de um armário, com uniforme preto de faixa amarela no peito: ops! Voltei para ela e disse baixo, é a polícia, abre que vou avisar o povo. Ela achou que eu estivesse brincando, mas mesmo assim tentou parecer o mais careta possível e foi abrir a porta. Enquanto ia avisar os meninos para eles já irem baixando o som, só escutava minha amiga falando para os guardas: entrem! Eles não queriam entrar, só pedir para baixar o som. De qualquer maneira, a festa acabou.
Ou melhor, acabou essa etapa, pois como já sabem a noite em São Luís vai longe, uma coisa emenda na outra e quando nos damos conta estamos franzindo a testa com o sol batendo no rosto.
Bom, não chegamos a tanto, mas também a turma de amigos não se deu por vencida e partimos todos para o tal de Com Certeza. Estávamos em um grupo de umas nove pessoas.
Me acabei de dançar. Estava sentindo falta da minha aeróbica semanal. Por mim, acho que seria um dos dias que só sairia de lá varrida e com as luzes acesas, mas no domingão tinha uma feijoada na casa de uma amiga, que estava aniversariando e se eu não fosse a briga era feia. Fomos embora por volta das cinco horas.
Ao chegar em casa fiz as contas de quanto tempo me restava de sono e torci para não acordar de ressaca no dia seguinte, afinal de contas, uma feijuca animal me aguardava! Dormi bem.
E a feijoada? Foi show de bola.








